Kylian Mbappé, estrela do Real Madrid e um dos jogadores mais falados do futebol moderno, voltou a recordar o seu passado em Paris. O francês, que por muitos anos foi o rosto do Paris Saint-Germain, falou calorosamente sobre seu ex — mentor, Luis Enrique. Foi sob a orientação do especialista Espanhol Mbappé que passou sua última temporada com os parisienses antes de realizar a tão esperada transição para o Real Madrid.

"Luis Enrique? Nós nos vimos recentemente, quando eu estava no jogo do Lille contra o PSG. Ele é um homem maravilhoso. E, claro, um ótimo treinador. Eu me diverti muito com ele e tivemos um ótimo relacionamento. Desejo — lhe o melhor, tanto no futebol como na vida", disse Mbappé em entrevista a jornalistas espanhóis.



A temporada 2023/24 foi especial para Mbappé. Este foi o seu último ano no PSG e foi Luis Enrique quem conseguiu manter o equilíbrio no vestiário, apesar da pressão e dos rumores sobre a iminente saída da estrela principal do clube. O treinador espanhol, conhecido por sua exigência e princípios rigorosos, conseguiu encontrar uma linguagem comum com Kylian.

Enrique confiava em Mbappé com total liberdade em campo, mas ao mesmo tempo exigia muita disciplina. O francês respeitava essa abordagem, pois sempre valorizava o profissionalismo e as regras claras. Como resultado de sua cooperação, O PSG mostrou um futebol maduro e significativo e jogou com confiança na Liga dos Campeões, chegando às semifinais.
A relação entre Mbappé e Luis Enrique, segundo o próprio jogador, foi além dos limites puramente profissionais. "Ele não é apenas um treinador. Ele sabe ouvir e se interessa pelos jogadores como indivíduos. Não só falamos de futebol, mas também da vida, da família, dos objetivos. Essas conversas valem muito", disse Kilian.

Luis Enrique também se referiu a Mbappé com respeito, chamando-o de"um líder que sabe assumir responsabilidades e inspirar parceiros". Apesar do fato de que o francês nem sempre concordou com as decisões do treinador, sua compreensão mútua ajudou o PSG a evitar os conflitos que surgiram com frequência na época de seus antecessores, Enrique. Durante suas apresentações no Paris Saint-Germain, Mbappé se tornou um verdadeiro símbolo do clube. Em 308 jogos, ele marcou 256 gols e fez 110 assistências — números que o tornaram o melhor marcador da história da equipe. Com os parisienses, ele ganhou muitos troféus, incluindo campeonatos franceses, a Copa do país e a Supercopa.

No entanto, Kilian sempre sentiu falta de uma coisa: vencer a Liga dos Campeões. Embora Luis Enrique estivesse perto de levar o PSG à final, a equipe parou a um passo de um sonho. Esta temporada foi um momento emocionante na história de Mbappé em Paris — ele deixou o clube com um sentimento de gratidão, mas também com a percepção de que era hora de seguir em frente. A mudança para o Real Madrid no verão de 2024 foi um evento esperado há anos. Agora, em Madri, Mbappé brilha novamente: em 69 jogos em todas as competições, ele já marcou 58 gols e deu sete assistências. Ele se reencontrou no Real Madrid, cercado por jogadores que compartilham a mesma paixão por vencer.

Ao mesmo tempo, Mbappé não esconde que aprecia a experiência adquirida em Paris. "Eu cresci no PSG, me tornei um líder, um capitão, aprendi a entender a responsabilidade. Luis Enrique me ajudou a ver o futebol de uma maneira diferente. Sua abordagem ao jogo e às pessoas é algo que fica com você para sempre", disse o francês.
Para Mbappé, figuras como Luis Enrique têm um significado especial. Ele disse repetidamente que é importante para ele não apenas jogar em grandes clubes, mas trabalhar com pessoas que podem inspirar. Enrique tornou — se para ele exatamente esse mentor-não apenas um treinador, mas também uma pessoa que sabe como apoiar e orientar.

"O futebol é uma emoção e Luis sabia como evocá-la. Ele exigiu o máximo, mas o fez com respeito. Graças a essas pessoas, você não está apenas melhorando como jogador, está crescendo como pessoa", disse Kilian.

Mbappé e Luis Enrique são exemplos de como, no futebol moderno, é possível manter o respeito e as relações calorosas, mesmo depois de uma separação. O francês foi para o Real Madrid, mas parece que parte do seu coração ainda está em Paris com o treinador, a quem ele chama de" grande não só dentro de campo, mas também fora dele".