O goleiro do Real Madrid, Thibaut Courtois, não poupou críticas às declarações do presidente da La Liga, Javier Tebas, que manifestou forte insatisfação com a realização do Mundial de Clubes de futebol. Courtois afirmou que nunca presenciou um dirigente de ligas importantes como Itália, Inglaterra ou até mesmo da NBA falar de forma tão negativa sobre uma competição oficial.
Para o goleiro, as críticas de Tebas parecem mais uma tentativa de chamar atenção do que uma crítica construtiva. Ele destacou que o Mundial de Clubes existe e que o Real Madrid está presente, disputando o torneio com seriedade. Segundo Courtois, o presidente da La Liga deveria mostrar mais respeito diante da importância da competição, que reúne os principais clubes do mundo.
A polêmica gira em torno do impacto do Mundial de Clubes no calendário europeu, especialmente na La Liga, que teve seu início prejudicado pelo adiamento dos jogos envolvendo Real Madrid e Atlético de Madrid, por causa da participação das equipes no torneio. Javier Tebas chegou a chamar o Mundial de “absurdo”, apontando não só a sobrecarga física para os atletas, mas também os problemas que a nova configuração do calendário traz para o futebol espanhol.
O dirigente ressaltou que as decisões sobre os horários e datas das partidas não foram consultadas com a La Liga, o que, segundo ele, prejudica toda a organização da competição local. Tebas alertou para o risco de as equipes espanholas começarem o campeonato em desvantagem física e logística, afetando a qualidade e o equilíbrio do torneio.
No Mundial de Clubes de 2025, o Real Madrid chegou às semifinais, mas sofreu uma derrota pesada para o Paris Saint-Germain por 4 a 0, resultado que reforçou ainda mais a discussão sobre a preparação e desgaste dos times na temporada.
Enquanto isso, Courtois reforça a ideia de que, independentemente das opiniões divergentes, o Mundial de Clubes é uma vitrine mundial para o futebol e um desafio para os melhores clubes, e merece respeito e valorização. A disputa entre as visões de Tebas e dos jogadores reflete uma tensão crescente entre as ligas tradicionais e as entidades globais que organizam as competições internacionais, um tema que promete gerar mais debates no futuro próximo.